terça-feira, 17 de julho de 2012

Um Mundo de faz de contas - Editado



Era uma vez um Mundo cheio de desigualdade, repleto de ódio, onde as pessoas não se amavam, a única coisa que importava era ser bem sucedido a qualquer custo. Contudo, havia uma pequena parcela deste Mundo que lutava por igualdade, justiça e amor, estes eram vistos como Loucos, pois o Mundo só pode ser Mundo se tiver Opressores para comandar e Oprimidos para serem comandados.
Os que eram tidos como Loucos começaram a ter êxito em sua ideologia libertária e igualitária, dia após dia mais e mais pessoas se tornavam adeptas ao movimento L.P.L. (Loucos por liberdade). Então, os poderosos e Opressores elaboraram um plano para sobrepujá-los, a primeira ação foi oferecer aos líderes do movimento cargos no Governo. Foi “dito e feito” essa proposta foi muito eficiente, pois os que assumiram os cargos no Governo se corromperam facilmente, o Dinheiro falou mais alto.
A segunda estratégia foi apenas o desdobramento da primeira, os Opressores usaram os que se corromperam para mostrar ao povo que não há ninguém que pense em ser solidário, pois quando aparece alguém assim ele está esperando apenas uma oportunidade de se dar bem. Se estiver que mentir ele vai mentir; se estiver que se corromper ele será corrupto; se estiver que matar, roubar ele fará sem pensar duas vezes. Enfim, os “Bons” só querem uma oportunidade para serem “Maus”.
Através do Poder os Opressores conseguiram desarticular o movimento e em pouco tempo foi eliminado completamente. Neste caso os Opressores não usaram a força física apenas a inteligência maquiavélica. Dizem por aí que a maioria dos líderes do movimento suicidaram-se, pois não suportariam viver mais num Mundo tão cruel e sem esperanças.
Para prevenir que outro movimento contrário ao Sistema se levantasse os Opressores, usaram uma velha e conhecida estratégia usada pelo Império Romano: a política do “Pão e Circo”. Assim o Mundo Real tornou-se o Mundo das fantasias, um Mundo de faz de contas. O povo deixou de sonhar e começou a viver de ilusões. Preferiram as milhas que caem da mesa do seu senhor do que sentar-se a mesa e comer o melhor.
Um povo anestesiado com as virtualidades engendradas pelo capitalismo prefere sobreviver a viver, pois viver é complicado demais. Viver requer humanidade, solidariedade, sinceridade, respeito, fé, esperança e amor, e são poucos que querem tais coisas.
O real é o que se vê; o que se toca; o que se cheira... Mas a maior ilusão é acreditar que somente isso é real.
Jonas Lima da Silva
Santana, 10 de novembro de 2009
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